
Agosto
2012
- Capa: Editorial de Moda
- Reportagem: Fashion food
- Calçados femininos: Recortes inverno 2013
- Feiras: Bread & Butter verão 2013/14
- Entrevista: Caroline Rush

Julho
2012
- Capa: Editorial de Moda
- Reportagem: Loucas por sapatos
- Cultura: Entre sementes
- Vestuário feminino: Ecoluxo
- Negócios: De olho no Nordeste

Junho
2012
- Capa: Editorial de Moda
- Reportagem: Casamento S.A.
- Vestuário feminino: Visual dark
- Estilo: MariMoon
- Design: 51º Salão Internacional do móvel
Outras edições
Reportagem: Pesquisa de tendências
O caminho, os fatores e os personagens que fazem a moda acontecer
Por Lucas Schwantes
Ilustração Carolina Sabo
Sem exceção, tudo tem um começo e um final. Abstrata ou fisicamente. São partes de um caminho. A moda não é diferente: tem fluxos, ciclos, faz parte de uma cadeia de acontecimentos, influenciada pela rotina da sociedade, hábitos de consumo e sentimentos das pessoas. E quem cria, como pode saber onde inicia e termina esse ciclo?
Nesta reportagem, história, estudo, informação, conhecimento e aplicações são analisadas, percorrendo o caminho de quem cria e constrói um pouco do ciclo existente entre o início e o fim de uma tendência ou um produto de moda.
História: o perceber de uma tendência
Antes de aprofundar as formas de pesquisa e estudo, é importante acompanhar o termo tendência em um contexto histórico. Foi na segunda metade do século 20, entre as décadas de 1960 e 1970, que o termo passou a ser utilizado com frequência. Devido à crise do petróleo que atingiu a Europa na época, os produtores de tecidos, dependentes desta matéria-prima para suas criações, precisaram buscar novas alternativas para desenvolver seus produtos. "Para sanar essas questões, os franceses criaram, em 1973, a Première Vision. A partir desse evento, eram editados os cadernos de sugestões e cartelas de cores", explica João Braga, professor de História da Moda da FAAP de São Paulo (SP). Unido a isso, a sociedade pós-guerra apresentou uma série de mudanças comportamentais nos jovens.
"Os adolescentes, frutos do 'baby boom' norte-americano, criam uma contracultura, vestindo-se de maneira diferente, fazendo com que o estilista necessite sair às ruas para só então criar", complementa Ida Helena Thön, coordenadora do Museu Nacional do Calçado e professora da Feevale.
Tanto no ramo de matérias-primas como no comportamento de consumo, visto nas ruas e no desejo de quem compra, estava consolidada a tendência. Muitos fatores influenciaram essas referências. Cinema, música, estilistas, entre tantos outros. A tendência é usada para tudo e por todos, até mesmo por quem vai na contramão. "Essa consolidação da antecipação de comportamento deixa a moda mais direcionada. As empresas a seguem para ter uma garantia de bom negócio. E mesmo quem não quer segui-la, precisa analisá-la para fugir dela", diz João Braga. Com a modernização dos meios, acessar informações ficou mais fácil. Aqueles cadernos de inspiração se modernizaram e as análises dos conteúdos ficaram mais complexas, surgindo então empresas especialistas no assunto. "Os bureaus de tendências fazem uma leitura do contexto", comenta Ida. Assim também surgiu o trabalho de pesquisa da UseFashion.
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